quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bye, bye beira do rio

Quem conhece Boiçucanga já ouviu falar na rua Beira Rio. Eu moro bem pertinho e, por isso, vejo diversas aves que usam a beira do rio para se alimentar, para nidificar nas árvores próximas às margens, como é o caso do gavião caracoleiro.
Porém, o rio aqui de Boiçucanga é muito visado por aqueles que retiram areia. Tem um caminhão que todos os dias está bem no mesmo lugar dragando areia. Já andei com essa estória pra muita gente e todo mundo diz que eles têm a tal autorização (do DEPRN?) para fazer essa dragagem. Então...Ok!
Mas, também, tem um pessoal que retira areia de dentro do rio com pás. Como todos os dias, há mais de um ano, vejo esses homens que são sim muito trabalhadores, fiquei até meio constrangida de me revoltar com aquilo. Contudo, por eu trabalhar, numa época, praticamente junto à Polícia Ambiental, fiz a tal da denúncia. E o amigo policial me disse algo como que tirar areia do rio não é crime, e que o problema seria destruir a vegetação da margem do rio. Pois bem, era justamente isso que estava acontecendo.

As pessoas trabalhadoras do rio fazem umas “bancadas”nas margens para poderem acomodar as pilhas de areia. Além disso, fazem extensos caminhos para passarem com o carrinho de mão das margens do rio à rua onde o caminhão pode estacionar, quando não levam diretamente para uma obra próxima.Bem, no final das contas soube que haviam sido feitas várias denúncias e que não tem mesmo o que ser feito. A Polícia Ambiental só pode autuar em flagrante e neste caso a penalidade é uma multa e apreensão dos equipamentos e veículos utilizados.

Mas vejam só, de segunda a segunda – o que inclui finais de semana e feriados – estes homens trabalham retirando areia do rio. Será que se tivessem uma atividade mais digna não mudariam de opção? Uma oportunidade muitas vezes pode ser mais válida que uma penalidade.

Fotos das margens do rio e texto: Beatriz Lopes

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Pássaro preso não canta, lamenta".

Esta é a frase que está num adesivo do carro da Secretaria do Meio Ambiente de Ubatuba, que meu amigo Carlos Rizzo utiliza para se locomover a trabalho.

Ontem no twitter recebi um tweet da Revista Birdwatcher (http://www.birdwatcher.com.br/) com uma matéria sobre a criação de papagaios como animais domésticos. Dê uma espiada para conferir!

Foto: araçari-banana (Pteroglossus bailloni) à venda em loja certificada pelo Ibama.


Particularmente, acredito que nenhuma ave deveria ser criada como animal doméstico e que a criação de animais silvestres em cativeiro deflagra o tráfico de animais.


Foto: loja de animais certificada pelo Ibama


Conheço gente que já comprou tucano de tráfico e muitas pessoas que têm aves como o gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea), chamado de "bonito" pelo pessoal aqui do litoral, e ainda saí-azul (Dacnis cayana) e saíra-sete-cores (Tangara seledon), simplesmente apanhados da natureza.


Foto: saíra-sete-cores (Tangara selendon) à venda em uma loja certificada pelo Ibama.

De qualquer forma devemos orientar as pessoas a, acima de tudo, não comprar animais oriundos do tráfico, ou seja, sem garantia de registro no Ibama. Adquirir um animal selvagem, sem saber de sua procedência pode, além de transmitir doenças para os seres humanos, ainda render em detenção do comprador. É Lei! E quando puder, denuncie para a Polícia Ambiental a ocorrência de captura e venda desses animais, de maneira ilegal.

Para maiores informações acesse o site do Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Sivestres): http://www.renctas.org.br/

Estou apenas expondo minha opinião, longe de julgamentos!! Se você gosta de criar aves e o faz respeitando a legislação, ótimo!

Eu prefiro vê-los livres!

Foto: saíra-sete-cores (Tangara selendon) nos visitando em Ubatuba!

Fotos e texto: Beatriz Lopes






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Medo de água fria

Aqui na barra de Boiçucanga é uma festa para quem gosta de peixes, crustáceos e barrigadas! Junta todo mundo: os martins-pescadores, as garças, as fragatas, os socozinhos e os savacus. Ah, e muitos urubus, claro!
Uma simpática família de savacus está sempre por ali e é fácil vê-los pousados nas embarcações. Observando os fregueses da pescaria, registrei uma cena engraçada de um savacu (Nycticorax nycticorax) indeciso sobre entrar na água. Será que o dorminhoco estava tentando acordar?


Acorda, dorminhoco!!!

De passinho em passinho foi chegando perto da água.

Primeiro um pezinho... que coragem! Asinhas abertas para garantir equilíbrio.

Depois o outro pé. Hmmm, que refrescante!

É... molhar a barriga é complicado! Desistiu e voltou para a embarcação.

Fotos e texto: Beatriz Lopes















quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Voa que te quero livre


Voa que te quero livre
I Concurso Fotográfico da Reserva Guainumbi




Para fotos feitas em qualquer lugar do Brasil, e duas categorias especiais para fotos feitas na Guainumbi


Prêmios para fotos em qualquer lugar do Brasil



  • Categoria compactas com zoom até 5x: Panasonic Lumix FZ - 35

  • Categoria compactas com superzoom: 1o lugar - corpo da Nikon D90, 2o lugar - lente Nikkor 70-300.

Prêmios para fotos feitas na Guainumbi a partir de 21/10/2010



  • Categoria câmeras compactas: Nikon D3000 com lente 18-55

  • Categoria câmeras DSRL: Kit Guainumbi


Maiores informações:


http://www.reservaguainumbi.com/

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Acidentes de trânsito aumentam nos feriados (cenas fortes!)

Feriadão chegando... todo mundo se prapara para viajar! As pessoas não vêem a hora de chegar logo na praia, e quem corre mais chega na frente.

Infelizmente, os limites de velocidade não são respeitados pelos condutores de veículos, e quem sai perdendo na maioria das vezes são os répteis, mamíferos, artrópodes, aves e seres humanos ao cruzarem essa estrada que divide dois grandes fragmentos de mata remanescente aqui no litoral norte de São Paulo. Humpf!

Dia 10/10/10, começo de feriado, saí para uma volta de bicicleta e registrei alguns acidentes no acostamento da Rio-Santos, entre Boiçucanga e Bertioga, sentido Santos.




Crotophaga ani (anu-preto). Foto: Beatriz Lopes



Manacus manacus (rendeira). Foto: Beatriz Lopes



Tyrannus melancholicus (suiriri). Foto: Beatriz Lopes

Isso sem falar nos gambás e cachorros que são sempre as maiores vítimas, já que apresentam populações maiores.

Que tal trocar o carro por uma bicicleta no próximo feriado?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Filosofando 1 - sincronicidade




Tenho vários amigos que estão na minha lista de "quando eu for para São Paulo preciso ver ...". Anteontem, encontrei a DItálicoani no metrô. Aquela pergunta recorrente "Como será que está a Dani?" foi respondida. Que coincidência!!! Da última vez que nos encontramos, em 2008, foi da mesma forma, no metrô. Ela entrou no mesmo vagão e sentou bem na minha frente, muita sorte!


Dias antes aconteceu a mesma coisa com a Ste. Encontrei-a de repente na padaria da rua que fico em SP, e foi aquela gritaria: - Nossa, não acreditoooooo! Que coincidência!!! Você? Por aqui? Que bom te ver!
Florisuga fusca Foto: Beatriz Lopes

Sincronicidade? Coincidência? "O Segredo"? Não sei, mas às vezes o encontro é mais surpreendente do que o desencontro. Será que é por lembrar que estamos todos conectados?

Myiodynastes maculatus Foto: Beatriz Lopes

Lembro-me do Avistar de 2009 em que um pavó pousou bem na frente da feira. Nossa, que coincidência! Todo mundo dizia isso: "Bem na frente da feira de observação de aves!". Algum mais cético ignoraria este evento, já que estávamos em um parque relativamente arborizado e as aves são animais dinâmicos. Numa visão mais integral, e até ecológica, fatos como este ocorrem porque estamos de fato todos conectados, os seres humanos, as aves, os insetos e tudo que tem vida.



Cheguei em casa e me surpreendi com outros encontros: caneleiro-preto, bem-te-vi-rajado, o beija-flor-preto e muitas juruviaras. Quanto tempo que não os via! Coincidência?? Não, é a primavera!